Era um sonho meio bonito quando me encontrei caminhando por uma rua num dia nublado.
O corpo pesado, talvez da alma que já não podia mais suportar.
Todo mundo estava ali, mas não havia ninguém.
Caminhava sem rumo para um lugar perdido dentro de mim. O vento parecia tentar me impedir.
O Ar, esse também estava pesado, e eu me vi fazendo questão de respirar até o fim, apenas para sentir o alivio de poder o colocar para fora, e nisso, era quase como se eu pudesse ver o negro de minhas gerações impregnado ali.
E caminhava, ainda que tivesse total conciência de que de nada valia, onde quer que eu estivesse, não seria ali meu lugar.
Talvez caminhasse guiado pela tortura da curiosidade de saber quantos lugares não podiam ser o “meu lugar”.


O vazio… quem nunca o experimentou,mesmo que por um segundo, talvez nunca tenha sido humano. Belo fragmento pessoal este aqui, e eu fico cada vez mais encabulado com o seu blog… não encontro nada onde possa criticar ou sugerir uma melhora,rs. Abraço!
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